Projeto Software Livre
Lançada edição n.17 da Revista Espírito Livre!
Esta edição apresenta a seus leitores um tema que já deixou de ser novidade, mas que conforme a evolução tecnológica se apresenta diante de nossos olhos, se torna uma pauta cada vez mais preocupante. Ao falar de TI Verde, diversos sub-temas nos veem a mente: reciclagem, economia de energia, uso sustentável de nossos bens, melhor utilização de nossos computadores, cuidados com o meio ambiente como um todo e não somente no que diz respeito a nossa “lixeira”.
Será que estamos fazendo a nossa parte? Será que existe isso de “nossa parte”? Adianta fazer algo ou nos resta apenas assistir o fim?! As questões são muitas e nesta edição tentamos trazer, não respostas, mas reflexões sérias sobre estes e outros temas relacionados. Os conceitos de TI Verde já amadureceram bastante, a ponto de se criarem legislações específicas em certas ocasiões. Usuários e empresas já compreenderam que diante desta nova realidade, não basta sentar e assistir, é preciso que algo seja feito, já que muitos concordam que estamos em um caminho sem volta.
Nossa entrevista internacional da edição é com Kirk W. Cameron, criador do Granola, um software que gerencia de forma inteligente a energia utilizada por computadores, disponível para diversas plataformas, além de seu código ser aberto e gratuito. Bianca Oliveira faz reflexões sobre TI Verde, meio ambiente e Mercado. João Carlos Caribé fala sobre a matriz de forças da sustentabilidade e questões polêmicas envolvendo o tema. Ricardo Ogliari fala sobre TI Verde, sensores e computação úbiqua. Cezar Taurion, Yuri Almeida, Alexandre Oliva e outros colunistas fixos também retratam muito bem o tema recorrente em nossos telejornais.
Além do tema principal, tivemos diversas participações que merecem ser citadas. Marlon Ferrari fala sobre Python no cenário empresarial, enquanto Otávio Santana fala sobre GWT, kit de ferramentas de desenvolvimento para aplicações web feito pela Google. Flávia Suares e Joelias Júnior falam sobre duas ferramentas interessantes para os usuários do Twitter: Lambitter e Twitradio. Wilkens Lenon fala sobre os mais diversos sabores do Software Livre, citando várias distribuições GNU/Linux e suas diferenças. Bruno Cezar Rocha fala do Web2Py, um framework para desenvolvimento web em Python, enquanto Igor Morgado trata de Gerenciamento de unidades no Linux. Além destes, outros também contribuiram e o meu sentimento é de muita gratidão com todos.
A Revista Espírito Livre enviou ainda um correspondente que trará notícias sobre a LinuxCon São Paulo, que ocorre nos próximos dias. Em breve teremos notícias de lá! Também estamos com palestra agendada na grade do FASOL 2.0, em Santarém/PA. Além disso, a Revista Espírito Livre está pipocando de promoções. Solicitamos que estejam atentos pois entramos em contato com os ganhadores apenas via email – o mesmo informado no cadastro de cada promoção. Também é interessante lembrar que se você já se inscreveu em uma promoção, pode se inscrever novamente em outras! A partir daí é torcer para ser sorteado.
Gostaria de agradecer a colaboração de toda a equipe e já adiantar o meu pedido de desculpas por não ter publicado todas as matérias que estão em nossa fila de tarefas. Estamos em busca de novos colaboradores, inclusive diagramadores que utilizem Scribus, para tentarmos agilizar diversos processos dentro da revista. Se você utiliza Scribus e quer contribuir, entre em contato!
Ah! Talvez seja hora de desligar o computador e plantar uma árvore…
* fonte: Revista Espírito Livre
Eleitor2010: mapeando crimes eleitorais com software livre
Este ano, 2010, está sendo realmente o ano das mídias sociais nas eleições do Brasil. Estamos presenciando a apropriação das ferramentas online por parte dos partidos e candidatos em busca de divulgação das suas plataformas e de aproximação com o seu eleitor, além do incentivo à mobilização e à retomada da militância. Por parte dos eleitores, assim como em varias outras situações, é através, principalmente, das redes sociais que se tem expressado apoio e criticado os partidos, os candidatos e suas propostas. Temos o Twitter, suas hastags, perfis de candidatos e animadores, aplicativos de publicação de imagens e de edição de “adesivos” nos avatares, dentre outros. No Orkut, as comunidades e seus fóruns, status, etc. Na blogosfera, muitos debates e linkania. São muitas opções!
Mas todos, principalmente os eleitores, contam com mais uma “carta na manga” a ser utilizada como forma de fiscalização do processo eleitoral. A ferramenta Web 2.0 em questão é o Eleitor2010 [1], uma plataforma para mapeamento de crimes eleitorais, mas a boa notícia não para por aí: a plataforma é baseada no software livre Ushahidi [2] (testemunho). Este software já foi utilizado para a concentração de informações georeferenciadas para denunciar a situação de violência, falta de saúde pública, catástrofes naturais e diversas formas de repressão em países como Quênia, Haiti, Chile, Colômbia, México, EUA, África do Sul, Sudão, e outros.
No Brasil, o primeiro uso da plataforma Ushahidi é motivado pela necessidade de se ter formas de se divulgar incidentes relativos às eleições 2010 ocorridos. A experiência como jornalista da voluntária do projeto, Paula Góes, indica que, muitas vezes, as equipes de reportagem têm pouco acesso ao interior de seus estados, mas que há demanda e vontade por parte dessa população em denunciar distorções como: compra de voto, propaganda eleitoral irregular, voto de cabresto, boca de urna, etc. Outro forte indicativo dessa tendência do povo por participação na vida política do país, foram os debates sobre o projeto de lei Ficha Limpa, que contou com petição online e muito apoio cidadão via internet.
Com o Eleitor2010, através de textos, fotos, vídeos (futuramente por SMS) os casos de desvios durante as eleições podem ser denunciados, gerando pauta para jornalistas, partidos e população em geral, além da Justiça Eleitoral poder fazer a apuração dos fatos e a punição dos envolvidos. Para evitar denúncias falsas, a plataforma conta com moderação, mas, para isso, mais voluntários [3] devem se engajar, principalmente no dia das eleições. A ideia dos coordenadores Paula Góes e Diego Casaes é descentralizar a moderação por cidade de forma a facilitar a apuração dos fatos. O projeto também necessita de assessoria jurídica voluntária para garantia de conformidade com as novidades da lei das eleições.
Diego Casaes e Paula Góes na UFRB, foto de Wille Marcel
A plataforma Eleitor2010 fornece:
- Visão geral dos incidentes no mapa;
- Recebimento de alertas por cidade para celular ou e-mail, além do RSS;
- Categorização cronológica do fato: pré-campanha, campanha, dia das eleições, etc;
- Categorização por tipo de incidente;
- Denúncias anônimas;
- Comentários não anônimos, dentre outras funcionalidades.
A plataforma ainda está no início de sua divulgação, mas é promissora. A possibilidade de construção colaborativa do quadro relativo às ações a cerca das eleições pode ajudar a conhecermos melhor tais práticas em diferentes regiões do país, para assim exigirmos a conformidade com as leis vigentes, tornando-nos todos fiscais eleitorais em prol da democracia.
[1] http://eleitor2010.com/. O projeto tem caráter observatório e visa incentivar a cidadania e a politização da população. Tem apoio institucional do Global Voices e estar presentes nas principais redes sociais, como por ex. o Twitter: @Eleitor_2010.
[2] http://Ushahidi.com. O primeiro uso dessa plataforma em eleições se deu com o http://VoteReport.com da Índia em 2009. O site da plataforma fornece o mapeamento da sua utilização ao redor do mundo.
[3] Em busca de novos apoiadores, a dupla vem realizando oficinas sobre o Eleitor2010 como a promovida pelo PLUG! – Programa de Disseminação do Software Livre em Escolas Públicas do Recôncavo, ocorrida dia 09/jul em Cachoeira-BA.
Concurso da Marca do CNPq fere a livre concorrência, privilegiando um software específico
O CNPq, agência do Ministério da Ciência e Tecnologia destinada a financiar nossa pesquisa e promover nossa independência tecnológica, lançou o Concurso da Marca dos 60 anos do CNPq, com regulamento no endereço http://www.cnpq.br/normas/rn_10_018.htm onde explicitamente exige o produto final no formato CDR.
Exitem duas fortes incoerências nesta exigência:
(1) - Violação da Livre ConcorrênciaExistem várias ferramentas de ilustração digital, muitas são vetoriais, mas apenas o CorelDRAW da empresa estrangeira COREL gera CDR. Talvez o Corel seja a ferramenta mais usada para comunicação visual do CNPq, mas não é a única usada no Brasil e felizmente o CorelDRAW pode abrir outros formatos possibilitando o uso de ilustrações criadas em outras ferramentas.
A livre concorrência é garantida com a exigência de uso de formatos abertos, como os definidos por órgãos como a ISO e W3C. O que se deve exigir são as características do produto e não a marca. Assim como não se licita "Tubo 3 polegadas da Tigre" e sim "Tubo PVC de 3 polegadas", deve-se exigir "marca em formato vetorial aberto".
É válido listar os formatos abertos válidos para a realidade do CNPq. Algumas dicas são:
- PDF - o reuso não é simples, mas é uma opção popular.
- EPS - não é um formato tão avançado, mas a maioria das ilustrações vetoriais não precisam de mais que isso. É um formato bastante popular.
- SVG - é um formato avançado e aberto, definido pela W3C
Dica: o Corel pode tanto salvar quanto abrir SVG.
Lista de softwares para edição vetorial:
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_vector_graphics_editors
(Vejam quantos foram impedidos de participar)
Privilegiar um formato fechado e um software proprietário é desalinhar-se totalmente da política de TI promovida pelo iti.gov.br desde 2004. Com essa prática o CNPq afasta os jovens capacitados pelas Casas Brasil, Pontos de Cultura e qualquer outro projeto de inclusão digital promovido ou apoiado pelo governo federal. Pode um brasileiro ser orientado pelo governo a seguir certa linha e o mesmo governo o exclui em outro momento por ter seguido a linha? Onde está a coerência nessa história?
Não se trata de uma briga de gosto pessoal. Existe um lado exclusivo e outro inclusivo. No lado do Software Proprietário tudo é segredo e a interação entre ferramentas é dificultada para restringir a migração. No lado do Software Livre e Formatos Abertos não há segredos e todos são convidados a interagir. Para um novo software suportar CDR é preciso desvendar um formato criptográfico, mas, por outro lado, Todos podem implementar suporte a SVG. Veja a lista (incompleta) de softwares que suportam SVG:
Inkscape, SVG-edit, Illustrator, CorelDRAW, Amaya, Firefox, Opera, Safari, Chrome, Batik Squiggle, iPhone (SO), Vidualize, BitFlash, ...
Além dos projetos sociais, organizações ligadas ao governo estão levando a sério o alinhamento com a política de software livre, veja por exemplo o Banco do Brasil, mas muito antes dele, mesmo antes de 2004 a Petrobras já usava Software Livre.
Software Livre não é apenas a opção mais barata, é independência tecnológica e acesso irrestrito ao conhecimento. Dado este fato o CNPq não deveria ser lembrado da necessidade de aproximar-se desta linha, deveria ser um dos principais fomentadores do SL no país.
Agência da ONU defende acesso a BlackBerry
O chefe da agência da ONU responsável pelas telecomunicações recomendou que a fabricante canadense do aparelho de celular BlackBerry dê acesso a mensagens de seus clientes para os países que os pedirem. A declaração foi feita à agência de notícias Associated Press.
A fala do secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações, Hamadoun Touré, vem após inúmeros países pressionarem empresas privadas a colaborarem com suas políticas de segurança e privacidade. A Índia, por exemplo, pediu que empresas como a RIM (dona da BlackBerry), Google e Skype instalem servidores no país para facilitar o monitoramento de dados.
Arábia Saudita, Emirados Árabes, Líbano e Indonésia estão entre os Estados que pressionam a RIM alegando motivos de segurança ou combate à pornografia. Esses países ameaçaram recentemente banir a BlackBerry de seus territórios caso ela não concorde com as políticas exigidas.
A principal reclamação é de que a criptografia é difícil de decifrar. A reivindicação é que mensagens de texto e e-mails dos BlackBerry possam ler lidas imediatamente após serem enviadas.
"Esses são pedidos genuínos", disse o secretário-geral Touré. "Existe a necessidade de cooperação entre governo e o setor privado em temas de segurança."
Procurada pela Folha, a RIM não se manifestou. Há duas semanas, anunciou que montaria uma comissão com o governo indiano para fornecer "dados de segurança legítimos".
PRINCÍPIOS DA ONU
Para Cindy Cohn, diretora de legislação da Electronic Frontier Foundation, um grupo pró-liberdades individuais, a declaração de Touré vai contra os princípios fundadores da ONU.
"A ideia de que iremos para um mundo digital onde os governos tenham um tipo de direito de ouvir cada conversa é fundamentalmente inconsistente com os princípios da ONU", afirmou. A UIT, sigla em inglês da agência, está em processo de eleição e, segundo a Associated Press, a declaração de Touré é um termômetro do que pensam os 192 países membros da organização.
Procurada pela Folha, a UIT não respondeu os pedidos de confirmação das declarações de Touré e nem comentou o caso.
por ANDRÉ LOBATO
* fonte: Folha
Parabéns, Google Chrome completa 2 anos!
Dois anos se passaram desde que o Google estreou seu Google Chrome. O navegador, hoje, domina só 7,5% do mercado de browsers, mas é um número impressionante se compararmos seu desempenho em dois anos com o do Opera: em 10 anos, o navegador é usado por 2,5% dos usuários.
A novidade é que o Chrome completou dois anos com o lançamento da versão 6, o que também é bastante além da maioria dos navegadores — o próprio IE, que está aí desde sempre, está para lançar sua versão 9.
O Chrome 6 traz uma série de mudanças, a maioria na área da velocidade e da simplicidade, carros-chefe do browser. A versão traz Flash embutido (como as últimas) e continua sendo o melhor navegador para abrir aplicações em HTML5, e o aumento da tecnologia na web deve fazer com que o uso do Chrome cresça, ao menos enquanto o IE9 (que também lerá HTML5) não dá as caras.
* fonte: O Estadão
Integração é o desafio do cloud computing
“A computação em nuvem dá mais flexibilidade, mas não vai resolver os problemas organizacionais. O grande dificultador da integração de serviços é a integração das aplicações”, afirmou César Taurion durante o debate “integração de serviços”, do Seminário de Tecnologia, realizado nesta quinta-feira, 02/09, no Rio Info 2010.
As oportunidades e desafios da integração da infraestrutura e de serviços foi debatida por Eduardo Prado, consultor independente; César Taurion, da IBM; Rodrigo Gazzaneo, da EMC; e Ricardo Saur, da Saur & Associados.
“Para que aconteça a integração de serviços a estratégia de toda TI deve ser direcionada para nuvem. Esta é uma jornada sem volta que não pode ser comprada. Chegar à nuvem é o grande desafio para que aconteça esta integração”, explicou Rodrigo Gazzaneo.
“As pessoas mudam mais lentamente que a tecnologia, por isso a nuvem deve ser adotada como estratégia de desenvolvimento”, afirmou Ricardo Saur. “A virtualização é um elemento que deve ser integrado à nuvem, mas não se pode parar ao alcançá-lo", completou o especialista.
* fonte: Convergência Digital
Brasil ganha portal de curso de inglês a distância para TI, e gratuito!
O déficit de profissionais de tecnologia da informação (TI) no mercado brasileiro, atualmente estimado em mais de 70 mil pelo Observatório Softex (Unidade de Estudos e Pesquisas da Sociedade), fez com que a IBM Brasil desse mais um passo no sentido de contribuir para a formação de mão-de-obra. A empresa, bem como o mercado brasileiro, enfrentam não só a falta de profissionais especializados, mas também um outro problema: a carência de profissionais que falam inglês.
Diante deste cenário, a IBM decidiu investir na criação de um curso de inglês à distância. Chamado de ‘English4Smart’, é totalmente gratuito e feito especificamente para estudantes de TI. O curso, assim como temas ligados à área, ficarão hospedados no portal ‘TI Smart’ (www.ti-smart.com.br), lançado pela companhia com apoio de parceiros.
O ‘English4Smart’ é voltado ao inglês utilizado no mundo dos negócios e seu conteúdo foi desenvolvido pelo instituto de idiomas União Cultural Brasil Estados Unidos, que também irá disponibilizar certificados digitais aos participantes.
“Para ingressar em uma empresa globalmente integrada como a IBM não basta que o candidato conheça tecnologia, é necessário estar ao menos no nível intermediário de inglês. Uma das áreas que mais geram oportunidades de emprego na IBM é a de exportação de serviços. Por isso, o conhecimento do inglês é fundamental. É importante acelerar a formação dos profissionais para acompanhar o crescimento do mercado”, afirma Edson Luiz Pereira, gerente de parcerias educacionais da IBM Brasil.
Para que esse não fosse apenas mais um curso à distância e atingisse o público-alvo desejado, os parceiros adotaram diversas medidas e enfrentaram desafios. O primeiro foi desenvolver um aplicativo, software de e-learning com reconhecimento de voz, adequado aos equipamentos das instituições de ensino brasileiras.
A ferramenta, nomeada de Ivela - Internet Voice e-Learning Application -, foi construída pela UFC (Universidade Federal do Ceará) em plataforma aberta, com distribuição livre. Outro diferencial deste projeto é que ele será vinculado a parcerias com instituições de ensino que oferecem cursos de TI, justamente para atingir o público-alvo da IBM e do próprio mercado. A primeira instituição a fechar acordo com a IBM foi o Centro Paula Souza, referência em cursos técnicos e tecnológicos no nível médio e superior.
De acordo com Edson Luiz Pereira, o Centro Paula Souza é um parceiro estratégico, já que possui mais de 35 mil alunos em cursos de TI. "Os estudantes poderão fazer o curso de inglês como uma atividade complementar ao conteúdo que já é oferecido pela instituição de ensino, e chegar muito mais preparado ao mercado”. Por meio de uma senha individual, o aluno poderá acessar o conteúdo a partir de qualquer localidade, seja em sua residência ou em lan houses.
A empresa pretende firmar parcerias com outras instituições de ensino em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Entre os critérios adotados para selecionar as universidades parceiras está a necessidade da instituição oferecer um curso de formação profissional para o setor de TI de qualidade e atualizado.
O portal ‘TI-Smart', além de hospedar o curso de inglês online, também terá atrativos como: Depoimento de profissionais que atuam na área, estudos de casos de soluções e anúncios de vagas de empregos da IBM e de parceiros de negócios. Os interessados nas ofertas de vagas poderão, inclusive, cadastrar seus currículos no próprio portal. O site também disponibilizará cursos de ensino à distância em TI, em diversas modalidades, sendo que alguns são abertos ao público em geral (nível básico), e outros de acesso restrito que necessitam de senha (nível avançado).
Ambos os projetos foram idealizados para usufruir de benefícios de leis de incentivos fiscais. Tanto o portal quanto o curso de inglês foram desenvolvidos em conjunto com a Flextronics, empresa parceira da IBM para fabricação de máquinas, sendo viabilizados pela Lei da Pesquisa e Desenvolvimento. E também o Funcria, fundo criado para proteção de crianças e adolescentes, cuja a intermediadora é a Prefeitura de Hortolândia, cidade na qual está situado o Centro de Tecnologia da IBM Brasil.
Site: www.ti-smart.com.br
* fonte: Convergência Digital
Samsung prioriza Android para smartphones
A Samsung decidiu adotar o sistema operacional Android, do Google, como principal plataforma de software para seus celulares inteligentes, juntamente com o novo software bada desenvolvido pela própria empresa.
"Vamos priorizar a plataforma Android. O Android é muito aberto e flexível, e existe demanda dos consumidores por ele," disse YH Lee, vice-presidente de marketing da Samsung Mobile, em entrevista à Reuters durante a feira de eletrônicos IFA.
O Android foi usado para acionar o primeiro smartphone lançado pela Samsung, o Galaxy S, que já vendeu mais de 1 milhão de unidades nos Estados Unidos, em seu primeiro mês no mercado.
O sistema da Google invadiu o setor de celulares nos últimos 12 meses, superando Microsoft e Apple, para se tornar a terceira plataforma de software mais usada depois da Symbian, controlada pela Nokia, e do sistema operacional da Research in Motion.
Para concorrer com o iPad, a Samsung revelou nesta quinta-feira o GalaxyTab, que opera com o Android, e o celular Wave 723, segundo modelo acionado pelo software bada.
* fonte: Convergência Digital
5º Circuito Celepar de Software Livre reúne 300 participantes em Arapongas
Mais de 300 profissionais do setor de tecnologia da informação e comunicação, funcionários públicos, estudantes e professores, participaram no último final de semana da 8ª etapa do Circuito Celepar de Software Livre 2010, na cidade de Arapongas, região Norte do Estado.
Foram promovidas palestras e oficinas sobre as soluções de TI desenvolvidas pela Celepar para o Governo do Paraná, muitas das quais podem ser utilizadas por outros segmentos. A palestra de abertura, sobre a experiência do software livre no Governo do Paraná, foi proferida pelo gerente de desenvolvimento de soluções Marco Aurélio Cordeiro.
Em Arapongas, a parceira da Celepar na promoção do evento foi com a Universidade Norte do Paraná (Unopar). A próxima etapa do Circuito será em Assis Chateaubriand, na região Oeste, nos dias 16 e 17 de setembro.
por Luiz F. Esteche
* fonte: Circuito Celepar de Software Livre
III CONSEGI: Em Brasília, diretores da Celepar reforçam necessidade de acompanhamento de programas
Durante audiência com o chefe do escritório do Paraná em Brasília, Victor Francisco Penna Lacombe, o presidente da Celepar José Antonio de Castro reforçou os interesses de acompanhamento dos projetos do Governo Federal na área da tecnologia da informação e comunicação, em especial os programas que interessam à Celepar e à administração estadual. Entre esses programas, Castro destacou o de Computação em Nuvem e o de Certificação Digital.
Acompanhado dos diretores Edgar Machoski (Desenvolvimento) e Robson Valentim (Tecnologia da Informação), e do assessor Júlio Cesar de Oliveira, o presidente da Celepar também participou em Brasília, entre os dias 18 e 20 de agosto, do III Congresso Internacional de Software Livre e Governo Eletrônico (Consegi), que tratou de temas importantes aos interesses da instituição e que contou com a presença de vários ministros de Estado.
ABEP - Os diretores da Celepar também estiveram em Fortaleza (CE) no 38º Seminário Nacional de TIC para a Administração Pública (SECOP). Promovido pela Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP), o evento deste ano teve como tema as mídias sociais e a conectividade do governo com os cidadãos, além da premiação nas categorias e-Administração Pública e e-Serviço Público.
por Luiz F. Esteche
* fonte: Celepar
Governo do Paraná: Copel começa a negociar contratos de acesso ao seu sistema de banda larga
O Paraná larga na frente do restante do Brasil na implantação do programa popular de acesso à internet banda larga. Enquanto o Governo Federal anuncia a lista dos 100 primeiros municípios brasileiros onde um sistema de banda larga deverá ser instalado, a subsidiária de telecomunicações da Copel informa que está apta a oferecer tal acesso a 231 municípios paranaenses alcançados até o momento pelo seu sistema.
A partir deste mês, a Copel Telecomunicações dá início à oferta de acesso a seu sistema de transmissão de dados em banda larga para provedores privados de internet e prefeituras. As condições de baixo preço e de isenção de ICMS estão previstas no Plano Estadual de Banda Larga, instituído no dia 10 de agosto passado pelo governador Orlando Pessuti, por meio do decreto 7990/2010.
POPULARIZAÇÃO – As ações marcam o início efetivo da implementação de produtos cuja orientação é contribuir para a popularização do acesso à internet por conexão em banda larga, visando a inclusão digital das famílias de baixo poder aquisitivo, a democratização do acesso à informação e a concretização do conceito de cidades digitais, com o uso dos serviços de Governo Eletrônico. O acesso ao sistema de fibras ópticas da Copel já está disponível para contratação nos 231 municípios atualmente alcançados pelas redes da Companhia, que segue em expansão. Até o fim do ano que vem, todos os 399 municípios paranaenses devem estar sendo atendidos pelo sistema.
Conforme o decreto que instituiu o Plano Estadual de Banda Larga, a meta é oferecer à população pobre acesso à chamada Internet Popular por meio de conexões em banda larga utilizando o sistema de fibras ópticas da Copel, que para essa finalidade cobrará até R$ 230 por megabit – preço bem inferior ao praticado normalmente no mercado.
Adicionalmente, o Governo do Paraná abriu mão da tributação de ICMS sobre a operação de contratação do acesso à banda larga da Copel para os pequenos provedores e prefeituras, auxiliando bastante na redução dos preços a serem cobrados dos usuários finais e viabilizando a finalidade social da iniciativa. “Com tais facilidades, os provedores de internet paranaenses com atuação local ou regional poderão oferecer à população conexões de 256 kbps a R$ 15 e de 512 kbps a R$ 30 mensais, e as prefeituras poderão massificar o acesso a essa tecnologia em suas instalações e nos locais onde existam computadores disponíveis para uso do público”, detalha o presidente da Copel, Ronald Ravedutti.
ADESÃO – Os provedores interessados na comercialização da Internet Popular deverão se habilitar às facilidades concedidas no Plano Estadual de Banda Larga firmando uma Declaração de Adesão e Comprometimento, pelo qual assumem a obrigação de prestar serviços de conexão aos preços determinados. No caso das Prefeituras, seu compromisso será o de disponibilizar amplamente o acesso à internet ao uso do público.
Ao instituir o Plano Estadual de Banda Larga, o Governo do Paraná tem como meta massificar o acesso a serviços de conexão à internet promovendo a inclusão digital da população e, dessa forma, acelerando o desenvolvimento econômico e social do Estado. Adicionalmente, a intenção é fomentar o conceito das cidades digitais com o uso mais intensivo do Governo Eletrônico, facilitando a vida dos cidadãos, e ainda reduzir as desigualdades de acesso ao conhecimento e às oportunidades.
* fonte: Ag. de Notícias do Estado do Paraná
Software Freedom Day 2010: Chamada de Trabalhos até 10/09
A Coordenação da edição 2010 do Sofwtare Freedom Day (FLISOL) em Curitiba/PR, juntamente com o Grupo de Usuários Debian do Paraná (GUD-BR-PR), convocam a comunidade para contribuir com sua programação. Estudantes de qualquer escola ou Universidade, professores e/ou profissionais podem enviar propostas de palestras
sobre Software Livre.
O Software Freedom Day (SFD) ou em português, Dia da Liberdade do Software é uma celebração mundial do Software Livre e de Código Aberto (SL/CA). Nosso objetivo com essa festa é mostrar ao público em todo o mundo os benefícios de usar SL/CA de alta qualidade na educação, no governo, em casa, e nos negócios, ou seja, em todos os lugares! A organização sem fins lucrativos Software Freedom International coordena o SFD em nível global, oferecendo apoio, brindes e um ponto de colaboração, mas times de voluntários em todo o mundo organizam os eventos SFD locais para atingir suas próprias comunidades.
- Informações Gerais:
O SFD receberá propostas nas seguintes áreas temáticas:
* Desenvolvimento: Desenvolvimento de aplicações, utilização de ferramentas/metodologias, linguagens e etc.;
* Sysadmin: Software Livre relacionado a Administração de Sistemas ou Redes;
* Desktop: Distribuições, aplicativos ou qualquer coisa relacionada a Desktop;
* Casos de uso: Casos ou Soluções utilizando Software Livre;
* Negócios: Modelos de negócios usando Software Livre;
* Ecossistema do Software Livre: Comunidade, Filosofia, Legislação e Cultura Livre.
As palestras terão duração de 30 ou 50 minutos (a definir de acordo com o número de propostas enviadas), contemplando o tempo necessário para o palestrante preparar sua apresentação, apresentar e responder às eventuais dúvidas que venham a surgir.
- Envio de propostas
O envio de propostas deve ser feito através do formulário:
*spreadsheets.google.com/viewform?hl=en&formkey=dFM1NkNUSlhBQlRoeUVVTDlaVUdYemc6MA#gid=0
A Coordenação aceitará o envio de propostas até o dia 10 de setembro e no dia 12 de setembro a programação do evento será divulgada.
- Seleção das propostas
Após o período de envio de propostas, todas que foram enviadasserão
avaliadas por uma comissão e serão classificadas seguindo os critérios
padrões do papers. O número de propostas classificadas depende única e
exclusivamente da quantidade de espaço disponível durante o evento.
O SFD Curitiba é um evento que *não* conta com recursos financeiros
externos. Sendo assim, solicitamos a compreensão para o fato de que a
aceitação de propostas de palestras não implica no custeio de viagens.
- Datas importantes
* Abertura do envio de propostas: 02 de setembro
* Encerramento do envio de propostas: 10 de setembro
* Divulgação da programação preliminar: 12 de setembro
* Realização do evento: 18 de setembro
- Mais informações
Em caso de dúvidas, acesse a página do evento para obter mais detalhes
sobre o FLISOL 2010 em Curitiba/PR:
* wiki.softwarefreedomday.org/2010/SouthAmerica/Brazil/Curitiba/GUD-BR-PR
Lan houses preparam ação coordenada para ensinar informática a idosos
Iniciativa será articulada em vários estados e contará com a participação de 31 lan houses associadas ao CDI Lan.
Batismo Digital da 3ª Idade . Esse é o nome de uma ação organizada por 31 donos de lan houses, cujo início está marcado para o próximo sábado (04/9). O objetivo da iniciativa é ensinar idosos interessados no uso de computadores e internet.
Sem fins lucrativos, a projeto deverá ser executado durante quatro sábados seguidos, por quantos inscritos houver. As lan houses associadas ao CDI Lan – divisão do Comitê para Democratização da Informática que promove a inclusão digital via lan houses - serão responsáveis por disponibilizar a tutoria ao público atendido. Ficará a cargo dos organizadores a escolha da metodologia de ensino.
"O Brasil é muito grande para se delimitar a metodologia. Em alguns Estados, pode ser mais comum o idoso ter o ensino médio completo, enquanto em outros não. Cada lan house conhece seu público", justifica o analista de projetos do CDI Lan, Rafael Pires, que supervisiona o evento.
A sugestão da entidade é que as lan houses utilizem o programa Oldnet, desenvolvido pela ONG Cidade Escola Aprendiz, do jornalista Gilberto Dimenstein, como material de base. O modelo consiste na promoção da inclusão digital a partir do encontro de gerações - jovens ensinam informática a idosos.
A organização do Batismo Digital da 3ª Idade está sendo feita de maneira colaborativa, em um fórum online. Os proprietários envolvidos discutem desde o desenvolvimento de um roteiro para as aulas, passando pela elaboração de uma ficha de inscrição padronizada, até a divulgação da iniciativa.
Todo o processo criativo e a coordenação da iniciativa estão sendo feitos por um número crescente de lan houses interessadas na promoção da inclusão digital para idosos. O CDI Lan se responsabiliza pelos meios e tecnologias que possibilitam o desenvolvimento da ação.
* fonte: IDGNow!
Fãs pagam US$ 30 mil para filme sobre Pirate Bay ser finalizado
longa. Ele diz ter 200 horas de filmagem sobre site de hospedagem
de arquivos.
O diretor sueco Simon Klose passou os últimos dois anos acompanhado
os três jovens que criaram o site de hospedagem de arquivos de
torrent Pirate Bay. Desde então foram 200 horas de filmagem, segundo
suas contas.
Para finalizar o documentário “The Pirate Bay: away from keaboard”,
ele criou uma campanha na internet para arrecadar US$ 20 mil: o
objetivo é contratar um editor e uma sala de edição profissionais para
que se possa fazer a montagem da produção.
Em apenas três dias, mais de mil usuários do site doaram US$ 30 mil
ao projeto. Segundo Klose, o valor excedente será revertido para a
criação de animações e também na produção e edição do material,
assim como na sua divulgação pelo mundo.
Em menos de um mês começará em Estocolmo, na Suécia, o início
do julgamento do recurso que condenou, em abril de 2009, os três
criadores do Pirate Bay e um investidor há um ano de prisão e a
pagarem US$ 4,5 milhões de multa por crimes de propriedade
intelectual – a página lista links para se baixar arquivos torrents de
filmes, músicas e programas televisivos, principalmente.
As sessões judiciais também farão parte do documentário, que deverá
ser lançado em 2011. Além de ser registrado com a licença de código
aberto, e livre de direitos autorais, Creative Commons, o filme será
distribuído gratuitamente na internet - os usuários do site já manifestaram
interesse em ajudar na tradução do sueco para o inglês, espanhol,
alemão, português, e assim por diante. De acordo com Klose, o longa
não será paradoxal por mostrar um site que, justamente, é acusado de
acabar com a indústria do cinema. “Dizem que compartilhamento de
arquivos é matar a criatividade, mas para mim a resposta é simples:
não acredito nisso. Acredito em novas formas de se premiar a cultura.
Essa [campanha] é uma maneira”.
Fonte: G1
Link para doações:
http://www.kickstarter.com/e/YYLo7/projects/tpbafk/tpb-afk-the-pirate-bay-away-from-keyboard
Locadora virtual: Amazon.com estuda oferecer pacotes mensais de filmes e programas de TV
Pessoas ligadas ao negócio ouvidas pelo Wall Street Journal afirmaram que empresa já negocia com gigantes de mídia, como NBC, Universal e Viacom.
A Amazon.com prepara um novo serviço de assinatura que vai oferecer conteúdo de vídeo, como programas de TV e filmes, pela Internet a um custo mensal fixo, informou nesta terça-feira (31/8) o Wall Street Journal.
Segundo pessoas ouvidas pelo jornal, a Amazon.com busca um modelo de negócio baseado em conteúdo de catálogo, ou mais velho, que poderia ser visto por meio de um navegador web ou por aparelhos como tocadores de Blu-ray e consoles Xbox 360. O serviço poderá ser lançado antes do fim do ano.
Ao jornal, um porta-voz da Amazon.com declarou que “não especularia sobre o futuro”. As outras empresas que fariam parte das negociações – NBC, Universal, News Corp., Viacom e Time Warner – recusaram-se a comentar a notícia, informou o Wall Street Journal.
Atualmente a Amazon.com comercializa episódios isolados de programas de TV, que podem ser vistos nesses aparelhos por até 1,99 dólar cada. Além disso, ela vende e aluga cópias digitais de filmes.
* fonte: IDGNow!
Cinco motivos que colocam o Linux à frente do Windows em servidores
Receita de hardware com Linux cresceu 30% no 2.º trimestre de 2010; virtudes em estabilidade e segurança sugerem que não foi por acaso.
O rápido crescimento do mercado para servidores x86 ocorrido no ano passado trouxe boas notícias tanto para o Linux como para o Windows, segundo um relatório divulgado na semana passada pela empresa de pesquisas IDC.
O que nem sempre é ressaltado, no entanto, é a significância que a porção de servidores Linux vem ganhando. As entregas de servidores Windows, em termos de unidade, cresceram 28,2% no segundo trimestre de 2010, quando comparadas com 2009.
Já a receita de sistemas Linux aumentou 30% no trimestre, para 1,8 bilhão de dólares. Os servidores Linux representam agora 16,8% de toda a receita de servidores, 2,5 pontos porcentuais a mais que no segundo trimestre de 2009.
Não é por acaso. O Linux é eminentemente melhor para uso como servidor do que o Windows – melhor que a grande totalidade dos concorrentes, eu diria. Por que? Vamos enumerar as razões.
1::Estabilidade
Os sistemas Linux são conhecidos por sua capacidade de funcionar por anos sem falhas. De fato, muitos usuários Linux nunca viram uma parada de sistema. Isso é ótimo para usuários de todo tipo, mas é particularmente interessante para pequenas e médias empresas, para as quais uma interrupção pode ter consequências desastrosas.
O Linux também lida com um grande número de processos simultâneos de forma muito melhor que o Windows – isso, aliás, é algo que colabora para degradar rapidamente a estabilidade do Windows.
E há a necessidade de reboot. Enquanto as mudanças na configuração do Windows exigem tipicamente um reboot – causando o inevitável downtime – geralmente não há necessidade de reboot no Linux. Quase todas as mudanças de configuração do Linux podem ser feitas com o sistema funcionando e sem afetar outros serviços.
De forma semelhante, se os servidores Windows precisam ser desfragmentados com frequência, no Linux isso foi praticamente eliminado.
2::Segurança
O Linux é nativamente mais seguro que o Windows, seja no servidor, no desktop ou em um ambiente embarcado. Isso se deve principalmente ao fato que o Linux, que é baseado no Unix, foi projetado do zero para ser um sistema operacional multiusuário. Apenas o administrador, ou usuário root, tem privilégios administrativos, e poucos usuários e aplicações têm permissão para acessar o kernel ou outros usuários e aplicações. Isso ajuda a manter tudo de forma modular e protegida.
É claro, o Linux também sofre ataques (menos frequentes) de vírus e malware, e as vulnerabilidades tendem a ser descobertas e consertadas mais rapidamente por sua legião de desenvolvedores e usuários. Até o bug de seis anos de idade do kernel que foi consertado recentemente, por exemplo – algo extremamente raro no mundo Linux – nunca havia sido explorado.
Enquanto isso, internamente, usuários de um sistema Windows podem algumas vezes ocultar arquivos do administrador do sistema. No Linux, o administrador sempre tem uma visão clara do sistema de arquivos e está sempre no controle.
3::Hardware
Enquanto o Windows exige tipicamente atualizações de hardware para acomodar suas demandas crescentes, o Linux é leve, magro, flexível e escalável, e funciona admiravelmente em praticamente qualquer computador, independentemente do processador e da arquitetura da máquina.
O Linux também pode ser facilmente reconfigurado para incluir apenas os serviços necessários para os propósitos de sua empresa, reduzindo ainda mais os requisitos de memória, melhorando o desempenho e mantendo as coisas ainda mais simples.
4::TCO
Não há como superar o Linux no custo total de propriedade, já que o software é geralmente gratuito. Mesmo uma versão corporativa comprada com serviço de suporte será mais barata, de forma geral, que o Windows ou outro software proprietário, que geralmente envolve a compra de licenças com base em números de usuários e uma gama de caros adicionais, especialmente em segurança.
5::Liberdade
Com o Linux, não há fornecedor comercial tentando travá-lo em certos produtos ou protocolos. Em vez disso, você está livre para misturar e combinar e escolher o que funciona melhor para sua empresa.
Em resumo, com todas as vantagens que o Linux fornece no campo dos servidores, não surpreende que governos, organizações e grandes empresas ao redor do mundo – incluindo Amazon e Google – confiem no sistema operacional de código aberto em seus próprios sistemas de produção.
Se você procura por uma distribuição Linux para instalar em seus servidores corporativos, vale a pena considerar o CentOS (ou RHEL, a versão paga da Red Hat na qual se baseia a CentOS), Slackware, DebianGentoo. e
(Katherine Noyes)
* fonte: IDGNow!
Sete competências para os gestores de TI ganharem espaço em suas empresas
Especialistas apontam que os executivos precisam equilibrar novos conhecimentos, se quiserem crescer na carreira.
O novo cenário de negócios, em que as empresas retomam o crescimento após um período de crise, exige que os gestores de TI tracem um plano de curto prazo para suas carreiras. De acordo com especialistas do setor, mais do que nunca, esses profissionais precisam buscar formas de se livrar de vícios antigos, como deixar que as atividades operacionais consumam boa parte do tempo que deveria ser destinado a atividades estratégicas.
Os especialistas no setor concordam que nem mesmo os profissionais que apresentam todas as competências exigidas no mercado terão seu sucesso garantido nesse novo cenário de negócios. O futuro de quem atua em TI depende de uma habilidade de aprendizado contínuo e um entendimento amplo de tecnologia e das capacidades de liderança.
“A questão crucial para a sobrevivência dos gestores de TI será a habilidade de avaliar os caminhos para o desenvolvimento da carreira”, informa a especialista em recrutamento de executivos e autora do livro Getting to the Top (sem versão em português), Kathryn Ullrich. Ela aponta que, esses profissionais têm de analisar dois caminhos: permanecer como alguém com foco em tecnologia – o que exigirá um conhecimento técnico profundo – ou se tornar um diretor ou vice-presidente, o que demandará o desenvolvimento das capacidades de liderança.
Os gestores de TI, no entanto, podem ser bons tanto nas questões técnicas como gerenciais, especialmente, aqueles que quiserem ter sucesso no momento atual, destaca o consultor em tecnologia e ex-CIO das empresas Bechtel e Viacom, Hank Leingang. “A menos que esses profissionais queiram ser apenas tiradores de pedidos, deveriam apresentar um viés de negócios, que contemple estratégia, operações e como melhorar processos”, detalha.
E os especialistas são unânimes ao informa que, por mais que se fale sobre a importância dos gestores de TI focarem em negócios, boa parte deles têm hoje buscado conhecimentos técnicos como forma de ganhar valor na organização. O que pode representar um risco para a carreira, uma vez que o executivo tende a ser enxergado apenas como alguém técnico, mas sem capacidade de planejamento e estratégia. "O ideal é balancear o conhecimento em tecnologia com um entendimento de negócios e de gestão das pessoas, em especial, para ganhar uma melhor visibilidade nesse cenário pós-crise", avalia Leingang.
A seguir, os especialistas elencam sete competências essenciais para os gestores de TI que quiserem reforçar sua presença nas empresas e ganhar mais espaço em 2010:
2 – Se posicione como um especialista em minimizar riscos
3 – Construa fortes relações de trabalho
4 – Abrace as tarefas analíticas
5 – Cuide da arquitetura corporativa
6 – Troque a gestão dos projetos pela gestão das políticas e dos processos
7 – Invista na comunicação com os diversos públicos
(Rusty Weston)
* fonte: IDGNow!
Arcade Fire e Google lançam vídeo para demonstrar poder do HTML5
O novo formato HTML5 tem o poder de mudar completamente a experiência multimídia online como a conhecemos.
Quer um exemplo?
A Google fez uma demonstração de uma das possibilidades na segunda-feira (30/08), graças à uma colaboração única com a banda de rock canadense Arcade Fire.
Sob o nome “The Wilderness Downtown”, a parceria resultou em um vídeo musical online com uma experiência totalmente nova. O projeto é baseado em um mashup impressionante do clipe da música “We Used to Wait” em combinação com o uso dos serviços de mapas da Google (Maps e Street View): ao entrar no site, o usuário deve entrar com o endereço de sua casa.
Depois de carregar, o vídeo começa a ser exibido com imagens do clipe da banda. Alguns segundos depois, novas janelas do navegador são abertas e se movimentam de acordo com o ritmo, adicionando efeitos visuais conforme o tempo vai passando. Tem até uma janela dedicada aos controles de mídia!
A parte mais impressionante do HTML5, porém, vem mais tarde, quando o Google Maps entra em cena, integrando imagens de satélite e das ruas do endereço escolhido inicialmente, com árvores crescendo ao redor da vizinhança. E também há interação: o vídeo pede para que o usuário escreva uma mensagem, que pode ser compartilhada mais tarde, no estilo cartão postal.
O único problema é que, como o serviço Street View ainda não está disponível no Brasil, não poderemos aproveitar 100% da experiência. Mas, ainda assim, vale a pena conferir. Ah, e só lembrando: este aplicativo em especial faz um uso intensivo dos recursos do seu computador, portanto feche os outros programas antes de visualizar.
Por fim, você pode ver o vídeo musical em qualquer navegador compatível com HTML5, mas o Chrome é o mais recomendado.
Clique aqui para acessar o site do The Wilderness Downtown.
* fonte: IDGNow!
Linuxcon Brasil 2010: Linus Torvalds, tietagem e o futuro do Software Livre
No primeiro dia da Linuxcon, uma coisa já ficou clara para todos os participantes: eventos precisam urgentemente ser mais organizados. Afinal, não é nada animador ficar meia hora na fila e descobrir só no final que não existe fila única, mas sim filas separadas por nome, e que eu, estando como imprensa, poderia ter pego outra fila. Óbvio, não havia ninguém para comunicar isso.
Alguns efeitos de Avatar foram feitos com Linux. Alguns trechos do roteiro foram escritos por uma ostra
Findo o desentendimento inicial, o evento começou com uma apresentação especial de Jim Zemlin, diretor executivo da Linux Foundation. Entre números e curiosidades sobre o estado atual do Linux, Jim ressaltou um fato importante: o PC comum está morrendo. Saem os gabinetes com teclado, mouse e monitor e entram os mais diversos dispositivos, como smartphones, tablets, netbooks, notebooks e até sistemas intra-veiculares. Ou seja, o acesso à informação se tornou muito mais importante que o sistema operacional. E a missão do Linux para usuários comuns é justamente ser capaz de prover esses diversos dispositivos com um sistema robusto, estável e, principalmente, livre.
Linus e Jim, respectivamente. "Tô nem aí, tô nem aí", cantava Linus
Logo depois, em uma exclusiva rápida com jornalistas, Linus Torvalds e Jim Zemlin responderam a diversas perguntas sobre o Software Livre e Linux em geral. Aqui cabe ressaltar o modo de pensar de Linus: a maioria das respostas dele normalmente começavam com “Eu não sei, sou só um engenheiro (de software)” ou “Eu não me importo, Jim sabe melhor disso do que eu”. Ou seja, Linus não se importa com rixas como Microsoft X Linux ou distro X distro, ou até mesmo números precisos de utilização. Ele é um programador, pragmático, e para ele só importa uma coisa: show me the code.
Além disso, chama atenção a clareza e simplicidade com que Linus pensa. Citar todas as frases dele seria quase impossível, mas algumas merecem destaque por mostrar a sua visão de negócios para o Linux e o Software Livre:
Você não precisa instalar (o Linux), existem live CDs que você pode usar para testar, se acostumar e se gostar da experiência, instalar.
Eu não quero que o Linux domine o mundo, quero que o Linux seja o melhor sistema operacional que existe.
Eu não me importo que as pessoas usem software pago dentro Linux. Quero que elas sejam livres para escolher.
É uma selva lá fora, e o mais rápido e mais forte vai vencer. E eu acho que Linux é o mais rápido e mais forte.
Logo depois, em uma coletiva para todos os presentes, Linus, Jim e Andrew Morton (mantenedor oficial do Kernel Linux) bateram um longo papo sobre Software Livre, desenvolvimento, suas expectativas para o futuro e o mercado brasileiro. Andrew Morton foi claro ao falar sobre seus reais motivos para trabalhar com Linux “Quero que na minha lápide esteja escrito ‘Ele foi útil’. E eu me sinto útil para o mundo todo ajudando a manter o Kernel Linux…“. A partir daí, tiveram início as palestras propriamente ditas.
Show do Restart? Não, Linus causando
Interessante também notar a tietagem em volta do criador do Linux: em vários momentos uma multidão de fãs cercava Linus Torvalds, pedindo fotos, autógrafos, conselhos espirituais e afins. Ao se fechar na sala de imprensa, era visível o cansaço de Linus, mas ainda assim ele tentava responder a todas as perguntas de quem estivesse por perto.
"E se você puxar o cabelo para trás, vai ficar mais profissional, mas aí a calvície fica mais evidente..."
Sobre o resto do evento, percebo que tanto imprensa quanto os usuários e desenvolvedores parecem ter estacionado em 2002. Todos ainda tem as mesmas dúvidas e as mesmas filosofias de uma época diferente, em que o ódio pela Microsoft era o que dava o tom da comunidade. Enquanto palestrantes ressaltavam o uso do Linux e a portabilidade com diversos sistemas operacionais, algumas perguntas e comentários ainda tentavam fomentar alguma rixa. “Não temos nada contra a Microsoft, nós reportamos alguns bugs do SMB para eles e eles de vez em quando também nos ajudam com o Samba“, disse Jeremy Allison, encerrando sua palestra sobre “como fazer um produto com SAMBA”.
É impossível acompanhar todas as palestras e discussões em um evento como esse, mas é interessante notar como o discurso mudou, amadureceu. Se antes todo evento de Linux tinha uma certa militância ou ênfase em apresentar o Linux para leigos, a Linuxcon mostrou que já é possível fazer um evento sobre Software Livre sem envolvê-lo em ideologias e mantendo um nível técnico avançado.
por Paulo Graveheart
* fonte: TecnoBlog
A LinuxCon Brasil 2010 continua hoje, 01, veja a programação, clique aqui...
"Não estou interessado em fazer o Linux dominar o mundo", diz Linus Torvalds
Em sua primeira visita ao Brasil, Linus Torvalds afirma que a plataforma foi criada para fazer as pessoas trabalharem juntas.
“A comunidade Linux não tem inimigos. Apesar de termos tirado uma fatia da participação de outras empresas, também contribuímos para o crescimento desse mesmo mercado”. Essas foram as palavras de Linus Torvalds, o criador do Linux, durante coletiva de imprensa antes de participar painel de abertura da Linux Con Brasil 2010, que acontece em São Paulo entre os dias 31/8 e 01/9.
No entanto, logo depois, Torvald brincou, dizendo que existem alguns inimigos óbvios, como a Microsoft.
Quando questionado sobre pessoas que têm medo de migrar de sistemas "tradicionais", como Windows e Mac OS, para o Linux, Torvalds – que criou o SO em sua própria casa, como um hobby – pediu que tentem usar versões de teste para ver se funciona para elas. E disse entender esse receio. "O Linux é realmente fácil atualmente, mas não é o Windows. E muitas pessoas não gostam de mudar seus hábitos. Não se trata de o Linux ser difícil, mas sobre as pessoas que, às vezes, não querem aprender algo novo. E eu entendo isso. Eu não estou interessado em fazer o Linux dominar o mundo."
* fonte: IDG Now!
Além disso, durante a coletiva de imprensa e depois em um painel aberto para o público, Torvalds sempre procurou se colocar como um "ponto neutro", dizendo que não ligava para questões de mercados. "Nunca me preocupei com dinheiro. Apenas em me divertir na frente do computador. Eu faço Linux porque eu me divirto fazendo isso".